Casa da Oliveira: Brasilidade e Charme em Uberlândia
29 de março de 2026
·6 min de leitura

Todo projeto começa com uma conversa. E a Casa da Oliveira começou com uma ideia que ouvimos muitas vezes, mas que cada cliente expressa de um jeito diferente:
"Quero uma casa que tenha a minha cara. Que tenha identidade, e dentro das possibilidades, que seja uma pequena floresta, com muito verde."

Esse pedido, aparentemente simples, é o mais desafiador da arquitetura residencial. Porque "ter identidade" não significa seguir uma tendência ou aplicar materiais caros. Significa entender quem mora ali e traduzir isso em espaço, luz, proporção e matéria.
A Casa da Oliveira, localizada em Uberlândia, é um dos projetos que melhor representa a forma como trabalhamos na Pavanelli Arquitetura. Uma casa onde a brasilidade é vocabulário, a simplicidade é estratégia e o charme aparece nos detalhes, não nos excessos.
O briefing: o que o cliente queria
Desde o início, ficou claro o desejo por uma casa sólida — sem modismos, sem materiais que aparentam luxo mas envelhecem mal, distante da “casa de revista” que impressiona nas fotos e não sustenta o dia a dia.
O pedido foi direto: menos variedade de materiais, mais coerência. Espaços de convívio que, independentemente do tamanho, fossem capazes de criar uma atmosfera acolhedora. E uma arquitetura que, por meio dos recuos, abrisse espaço para o jardim — incorporando o verde como parte ativa da casa, e não apenas como cenário.
O conceito: brasilidade sem clichê
A identidade da Casa da Oliveira nasce de uma ideia que nos é cara: a brasilidade como linguagem, não como decoração.
Não se trata de colocar uma rede na varanda e chamar de brasileiro. Brasilidade, na forma como entendemos na Pavanelli, é a relação generosa entre interior e exterior. É a varanda como extensão da sala. É o uso de materiais honestos (madeira, concreto, pedra) que revelam sua estrutura ao invés de escondê-la. É projetar para o clima de Uberlândia, com seu calor seco e suas tardes longas, não para uma foto de revista escandinava.
A simplicidade aqui é proposital. Cada elemento da casa precisa justificar sua presença. Se um material está ali, é porque resolve algo: estrutural, térmico, visual ou afetivo. O charme não vem do que se adiciona, mas do que se escolhe com cuidado.
O terreno e as decisões de implantação
A implantação da casa no terreno não é uma decisão estética — é o que define como a luz entra em cada ambiente, para onde os quartos se orientam e como o vento percorre os espaços.
Mas há também uma camada essencial: a privacidade. Em um contexto de condomínio, esse foi um fator determinante para a forma que a arquitetura assumiu. O projeto busca permitir que a casa seja vivida com liberdade — que a piscina possa ser usada sem exposição, que a cortina não seja um recurso de bloqueio, mas de aconchego, e que a circulação aconteça de maneira natural, tranquila e sem restrições.
Materialidade: o que escolhemos e "por quê"
Madeira.
A madeira, na nossa arquitetura, sempre ocupa um lugar de destaque. Quando bem especificada e aplicada, entrega exatamente o que se espera: conforto, estética e durabilidade.
Neste projeto, exploramos seu uso nos forros das áreas sociais e no deck da piscina, criando uma continuidade visual e sensorial entre interior e exterior. O resultado é uma atmosfera acolhedora, onde o material não apenas compõe, mas qualifica a experiência dos espaços.
Concreto aparente / Alvenaria.
Outro pedido dos clientes foi o uso do cimento queimado como piso na área social e também nos banheiros — “o mínimo de rejunte possível”, como nos orientaram. Assim foi conduzido o projeto: superfícies contínuas, que reforçam a sensação de unidade e simplicidade.
Para sustentar essa linguagem, incorporamos jardineiras e beirais em concreto aparente, em diálogo com a madeira. A combinação equilibra textura e calor, resultando em uma estética precisa e atemporal.
A laje trouxe ainda uma boa surpresa: após a retirada das fôrmas, a qualidade do concreto nos levou a mantê-la aparente. A materialidade, em sua forma mais honesta, passou a fazer parte da arquitetura — não como acabamento, mas como expressão.
Pedra / Revestimentos.
A escolha da pedra como revestimento na Casa da Oliveira parte de um princípio que orienta todos os nossos projetos: o uso de materiais honestos, que envelhecem bem. Não se trata de algo que precisa parecer novo o tempo todo, mas de algo que ganha qualidade com o passar dos anos.
Aqui, a pedra não é apenas acabamento — ela estrutura a leitura da casa. Funciona como base, como permanência. Ao mesmo tempo em que ancora o projeto, constrói identidade e reforça a sensação de solidez e pertencimento.

O projeto por dentro: espaços que fazem sentido
O resultado é uma casa que realmente funciona — não apenas como objeto de admiração, mas como um espaço pensado para viver bem. Um lugar onde o café da manhã acontece com luz natural agradável, onde a varanda convida a permanecer e onde cada ambiente tem a medida exata para o que ali se vive.
A integração existe, mas com clareza de uso: cada espaço cumpre sua função. O cotidiano não é igual ao fim de semana — e o projeto responde a essas diferenças. A sala se estabelece como o coração da casa, abrindo-se para a área externa. A cozinha acompanha essa lógica, com possibilidade de integração quando desejado, sem perder sua autonomia.
Varanda e piscina ocupam seu próprio território, enquanto o churrasco acontece no jardim, de forma mais descontraída e conectada ao exterior. No pavimento superior, os quartos se organizam em torno de um mezanino comum, criando um ponto de encontro mais íntimo. Já no térreo, a suíte de hóspedes se adapta também como escritório, ampliando as possibilidades de uso da casa.

Do croqui à obra: o processo
Na Pavanelli, o projeto passa por etapas definidas, e o cliente participa de cada decisão:
Briefing e programa de necessidades. Conversas para entender como a família vive, o que é prioridade, quais são os limites. Sem essa etapa, o projeto é chute.
Estudo preliminar. As primeiras ideias em forma de planta e volumetria. Aqui exploramos 2 ou 3 caminhos antes de definir a direção. No caso desta casa foram apresentadas duas opções de layout, e os clientes de cara já escolheram a que mais gostaram e assim seguimos para a execução do projeto aprovado.
Anteprojeto. O conceito aprovado ganha dimensões, materialidade e detalhamento inicial.
Projeto executivo. A documentação completa: estrutural, hidráulico, elétrico, detalhamentos.
Acompanhamento de obra.
O escritório oferece acompanhamento da obra durante todo o período em que ela acontecesse. Existe um número contratado de visitas, caso extrapole o cliente pode solicitar extras, além da comunicação constante por whatsapp, ligações e e-mail com a construtora e fornecedores envolvidos. Garantindo o resultado esperado e a execução correta do projeto.
O resultado
Para ver todas as fotos e ficha técnica completa, acesse o projeto completo no portfólio.
Quer um projeto com identidade?
A Casa da Oliveira é o tipo de projeto que só existe quando o arquiteto ouve antes de desenhar. Na Pavanelli, cada casa é única porque cada cliente é único. Se você está pensando em construir ou reformar em Uberlândia ou região, o primeiro passo é uma conversa.
Inspire-se com nossos projetos
Do conceito à obra — projetos residenciais, comerciais e fazendas com identidade única.